O VIDEO TENDENCIOSO DA REDE GLOBO

agosto 15, 2009 2 comentários

mentiras da rede globoO pernambucano Carlos Magno de Medeiros era um simples operário em Recife que, pouco a pouco, foi alçado a um dos principais dirigentes da Universal do Nordeste. Tornou-se arqui-rival da instituição ao divulgar imagens caseiras, para instigar outro levante na programação da Rede Globo. O espanto dos bispos ocorreu no dia 22 de dezembro de 1995, quando Carlos Magno surgiu como personagem central em uma reportagem de nove minutos no encerramento do Jornal Nacional.
O tempo é raríssimo em telejornais diários. Às vésperas do Natal, o Brasil conheceu particularidades da cúpula da Igreja Universal.- Exclusivo: o Jornal Nacional mostra as imagens proibidas da Igreja Universal do Reino de Deus. A fita de vídeo gravada por um ex-dirigente da Igreja revela: Edir Macedo, na intimidade, tem discurso bem diferente daquele usado nos templos. E até ensina pastores a tomar dinheiro dos fiéis — anunciou Sérgio Chapelin, então a voz oficial do Jornal Nacional.
A gravação começa com uma partida de futebol entre líderes da Universal, no descanso de uma reunião em Salvador, na Bahia. Ao fim do jogo, Edir Macedo prega aos pastores. Enfaticamente, explica a maneira de pedir oferta e como obter o respeito dos fiéis. Mais adiante, Edir aparece ao lado de outros pastores contando dólares doados no templo da ilha de Manhattan, nos Estados Unidos. Bispos também aparecem nos corredores de um hotel em Jerusalém e no mar de Angra dos Reis, litoral do Rio de Janeiro. E, na última parte, Edir Macedo dança forró em Copacabana.— O
Jornal Nacional procurou dirigentes da Igreja Universal do Reino de Deus para comentar as imagens da fita. Ninguém quis falar sobre o assunto. Até amanhã – encerrou William Bonner, o outro apresentador da bancada.Assim terminou o histórico Jornal Nacional de 22 de dezembro de 1995. Sem o tradicional “boa noite” – uma cena pouco vista nos 38 anos do telejornal.

O video de Carlos Magno foi considerado pela Justiça uma edição tendenciosa e de má-fé. As imagens foram claramente manipuladas para a construção de uma reportagem negativa, perversa, difamatória.

Dias depois da reportagem da Globo, o programa 25ª Hora voltou ao contra-ataque com uma revelação: peritos comprovaram que houve montagens de edição no material exibido…Dentre varias distorções, apontaram claras distorções no rosto do bispo Macedo, na figura de fundo do Jornal Nacional, com o nariz levemente esticado — para os especialistas, uma mensagem subliminar que aludia ao personagem Pinóquio. Dentre outras edições…

Dois dias depois, o Jornal Nacional assumiu as falhas do video, e pediu desculpas pelas edições.


Veja uma parte de uma serie de programas que desmascararam esse video da Rede Globo:


O 25ª Hora daquela noite estourou em audiência. O programa acusou a Globo de manipulação escancarada, comparando os recursos tecnológicos da Record com os da Globo, na época bem superiores aos das demais emissoras. O bispo Edir Macedo recorda-se da gravação:- Quando a igreja em Manhattan começou, não tinha escritório, mesa, uma cadeira sequer. Naquele dia, eu e os pastores contávamos as ofertas do povo com alegria. Estávamos felizes da vida porque, após um período de dificuldades, enfim, tínhamos condições de pagar nossas contas e investir no crescimento da igreja. Não há coisa melhor para um pastor do que ver os frutos do seu trabalho. Entender é fácil. Qualquer pessoa que chega à igreja e é abençoada retorna com suas ofertas automaticamente. Quanto mais a pessoa é abençoada, mais ela dá. Se você fosse e recebesse, não daria? É simples, mas a reportagem conduziu para algo obsceno e criminoso.

Perguntamos se Edir Macedo e os demais dirigentes da Universal estavam mesmo vivendo momentos de lazer em Angra dos Reis.— E o que há de mais? O pastor da Igreja Universal dedica 24 horas a seu trabalho. Televisão, rádio, cultos, orações. Nossos pastores não têm descanso, com exceção de um sábado ou outro. São voltados exclusivamente a ajudar centenas de pessoas que, todos os dias, chegam destruídas às nossas igrejas. Naquele dia, os pastores e suas esposas estavam juntos, como sempre acontece. Era um instante de folga. Eles brincam entre si, é natural, somos gente como qualquer um. Não havia pecado, erro. Eram momentos de descontração entres os pastores e suas famílias.

Voltamos às imagens de Salvador. Lembramos Edir Macedo de que o uso da expressão “dá ou desce” gerou inúmeros questionamentos a sua postura de líder religioso.- Eu tenho uma forma de expressar muito rude. Uso propositadamente expressões chulas para alcançar o povão. Foi o que eu disse aos pastores naquele campo de futebol. Ou a pessoa se dá ou desce, ou seja, ela não pode ficar em cima do muro, não pode ficar entre dois pensamentos. Ou a pessoa se dá ou não recebe. É a nossa fé, é o que a Bíblia prega. Edir Macedo admite que deveria ter usado outra maneira de comunicar sua mensagem.— A expressão que eu usei não tem nada a ver com aquela piada suja. É como eu costumo dizer: “Toma lá, dá cá”. Essa era a expressão que eu de veria ter usado naquele momento, mas na hora não usei. Não me arrependo, não. É nossa mensagem de fé que tem transformado milhões de pessoas no mundo inteiro. O ano de 1995 chegou ao fim com a opinião pública dividida. Parte considerava que o bispo Edir Macedo merecia tamanha achincalhação, parte que a Globo agia movida por interesses comerciais e religiosos.— Até as revistas semanais não tiveram mais como fugir ao assunto, e não economizaram papel e tinta para tratar da falada “guerra santa no ar”, com longas matérias e direito até a capas especiais sobre a briga Igreja Universal versus Rede Globo. Esse era o ponto exato do qual não se poderia mais voltar. Até porque a Globo só respeita pancada e quem pode dar pancada. Porque, do resto, dos subservientes, ela passa por cima, sem dó nem piedade – retratou Roméro da Costa Machado em um artigo de abril de 2005, publicado no site http://www.fazendomedia.com.

Em meio aos ataques, a Folha de S.Paulo dedicou ao tema um caderno especial inteiro intitulado “Guerra santa”. O assunto correu o mundo. Até o jornal americano The New York Times, um dos mais conceituados do planeta, tratou do assunto na edição de 27 de dezembro de 1995. A queda-de-braço cresceu.

A Igreja Universal rebateu todas as acusações da Rede Globo, e contra atacou fortemente, ao ponto da alta direção da Globo pedir intercessão do governo federal.

O então ministro das Comunicações do primeiro governo de Fernando Henrique Cardoso, Sérgio Motta, chamou representantes da Record para uma conversa a portas fechadas. Foram dois encontros: um no próprio Ministério, em Brasília, e outro em São Paulo, na base do órgão na cidade. Demerval acompanhou Honorilton Gonçalves numa das reuniões com o ministro, no dia 3 de janeiro de 1996. O diálogo não foi nada amistoso.— Já conversei com a Globo. Está tudo resolvido. Vocês têm de parar com esses ataques — disse Sérgio Motta.-  Se a Globo não parar antes, senhor ministro, nós não podemos parar. Se eles não pararem, nós também não vamos — respondeu Honorilton.— Eu vou punir vocês!

-  Pode fazer o que o senhor quiser. Mas nós vamos continuar, se eles não pararem. E será uma guerra pesada. Conversa encerrada. Sérgio Motta convocou novamente os representantes de Roberto Marinho. No dia seguinte, 4 de janeiro de 1996, a Rede Globo divulgou no Jornal Nacional um editorial afirmando que “fazia jornalismo” e “não guerra de emissoras”.

A “guerra santa” terminou, mas as seqüelas permaneceram. O Ministério Público e a Justiça Federal voltaram à carga com novos processos criminais contra Edir Macedo. Até hoje, nada foi comprovado. A Globo atacou tanto, por anos e anos, e a Igreja Universal foi investigada à exaustão e nunca foi condenada pela Justiça. Nunca. O que motivou os ataques da Globo?

“Realmente, esse Bispo (Edir Macedo) contrária muitos interesses” (Boris Casoy)

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